5 Livros Ler Durante a Pandemia!

5 Livros Ler Durante a Pandemia!

Dicas, Inspiração, Pandemia

Ler é uma aventura e, por si só, cada livro é uma viagem que pode nos levar para o outro lado do mundo, para outra época, ou simplesmente nos mostrar diferentes visões e formas de pensar. 

Estamos atualmente em uma situação que nos impede de fazer certas coisas, mas também a tecnologia nos aproxima mais do que nunca e nos permite, a apenas um clique de distância, fazer quase tudo.

Se uma das suas resoluções de ano novo, ou quarentena, é ler um livro, hoje trago para vocês uma seleção de cinco dos meus livros favoritos.

#1 – A ARTE DE VIAJAR por Allain de Botton

Poucas atividades estão tão associadas à busca da felicidade quanto o desejo de viajar para lugares distantes. Embora não faltem publicações que recomendam variados destinos, é raro encontrar na literatura uma reflexão sobre as motivações que levam o viajante a abandonar o conforto do lar e a enfrentar o desconhecido.

O escritor Alain de Botton preenche essa lacuna em A arte de viajar, na boa companhia de nomes como Flaubert, Edward Hopper e Van Gogh. Em seu passeio pelo universo das viagens, ele se desloca por Barbados, Amsterdã, Madri e o deserto do Sinai, examinando o sublime e o comezinho, descobrindo o lado exótico dos aeroportos estrangeiros e o discreto charme dos postos de gasolina de beira de estrada. E assim Alain fornece a bagagem imprescindível para o pensamento e dá sua contribuição para que as jornadas sejam, acima de tudo, mais felizes.

 

2# – NÃO HÁ TEMPO A PERDER por Amyr Klink

AMYR KLINK lembra de momentos difíceis que passou, para realizar seus planos, e garante que as crises podem nos motivar. Em seu novo livro, NÃO HÁ TEMPO A PERDER, o maior navegador do Atlântico Sul evoca sua experiência para demonstrar como os projetos mais complexos podem ser realizados, se você se comprometer a destrinchar cada etapa. E trabalhar duro, ter resiliência. O obstinado homem do mar lembra da infância em Paraty, da adolescência, das vitórias e erros que já cometeu – garantindo que a pressão pode ser um estímulo para sobrevivermos. Este é um livro sobre a escassez, o medo, e a nossa misteriosa capacidade de realizar nossos sonhos.

3# – EXPEDIÇÃO ORIENTE: 812 dias de uma volta ao mundo por Heloisa Schurmman

O sonho de uma volta ao mundo e suas descobertas.

Em 21 de setembro de 2014, depois de três anos de preparações, a família Schurmann partiu em uma aventura inédita por 812 dias, atravessando quatro oceanos, 50 mil quilômetros, cinco continentes, 29 países, em cinquenta localidades diferentes do planeta. O objetivo era refazer a rota que, segundo Gavin Menzies no livro 1421: o ano em que a China descobriu o mundo, os chineses teriam feito ao circum-navegar o globo com seus gigantescos juncos muito antes dos chamados “descobrimentos” europeus.

A Expedição Oriente foi a terceira volta ao mundo da família. Dessa vez, no impressionante veleiro Kat, que combina tecnologia de ponta e soluções de sustentabilidade, Heloisa e Vilfredo voltaram a compartilhar o espaço a bordo com filhos e netos – todos bem-sucedidos cidadãos do mundo, criados no mar – e tripulantes selecionados para dividir com eles uma jornada de grandes desafios, momentos marcantes e experiências inesquecíveis.

 

#4 – FERNÃO DE MAGALHÃES: A magnífica história da primeira circum-navegação da Terra

Ano 1519. De Sevilha, partem cinco navios que singram os mares sob o comando de Fernão de Magalhães. A viagem durará três anos. Em busca de uma passagem que o leve da América do Sul ao Oriente, Magalhães terá que enfrentar motins, tempestades, frio polar, doenças e confrontos com populações nativas rumo ao seu destino final: as fabulosas Ilhas das Especiarias. Mas os eventos terão um rumo inesperado.

Fernão de Magalhães é a história da primeira circum-navegação do globo, narrada pela voz de Juan Sebastián Elcano, um dos poucos que voltaram para casa a bordo da única nau sobrevivente. Elcano colherá os louros do sucesso em detrimento da memória de Magalhães, morto na sombria ilha de Mactan (nas Filipinas) em circunstâncias dramáticas. Uma jornada não apenas física, mas também da alma, escrita em uma linguagem que parece se tornar mais primitiva à medida que a expedição avança em direção a terras cada vez mais desconhecidas e selvagens.

 

 

#5 -MAS VOCÊ VAI SOZINHA por Gaía Passarelli

“Mas você vai sozinha?” Que mulher nunca ouviu essa pergunta logo depois de anunciar que faria uma viagem solo? Seja em outro continente ou numa cidade do interior de São Paulo, é sempre um ato de coragem decidir conhecer um lugar por conta própria. Geralmente, sentimos como se devêssemos aos outros motivos e porquês de tomar uma decisão tão prazerosa como a de se jogar no mundo. Neste livro, a autora Gaía Passarelli conta com sinceridade e bom-humor sobre suas aventuras sozinha pelo mundo afora. Ela não vai nos dizer para largar tudo e sair por aí, nem sobre sermos cool em Nova York. Estas são histórias sobre ser consolada por um xamã andino, molhar os pés nas águas do mar no extremo sul da Índia e dormir debaixo de uma mesa de bar no Texas. Acima de tudo, este é um livro que fala sobre ser mulher e, ao mesmo tempo, ser livre para viajar por aí sem companhia, sem medo e sem preconceito. O livro traz ilustrações da artista paulistana Anália Morares.

 

Gostou das dicas dos 5 livros?

Neste momento precisamos de inspiração, realizar leituras e ter novas ideias em mente. Então, esperamos que goste das dicas acima e quando possível gostaríamos de saber o feedback sobre algum dos livros citados.

 

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Tudo que você precisa saber para visitar a Montanha do Arco-íris no Peru

Tudo que você precisa saber para visitar a Montanha do Arco-íris no Peru

Aventura, Destinos, Dicas, Inspiração, Peru, Roteiros

A montanha Vinicunca popularmente chamada de Montanha das Sete Cores ou Montanha do Arco-íris é um fenômeno recente no Peru, graças às redes sociais. 

Há aproximadamente uns 4 anos, apenas uma dezena de pessoas passou por esta paisagem espetacular nos arredores de Apu Ausangate, a montanha mais alta da província de Cusco.

Hoje, em média, mil pessoas visitam a montanha todos os dias.

O que você deve saber

A Montanha das Sete Cores está localizada a cerca de 3-4 horas de carro da cidade de Cusco e só pode ser acessada a pé ou a cavalo em uma caminhada de 1 a 3 horas, dependendo do percurso. Devido à popularidade do local, novas estradas foram construídas que aproximam o visitante para caminhar menos.

A montanha tem 5.200 metros de altura, este é um dado importante, pois a altura pode causar o mal da montanha devido à baixa pressão atmosférica que faz com que o corpo absorva menos oxigênio, tornando a subida um desafio para quem não se exercita regularmente . Mesmo pessoas em boa forma podem apresentar sintomas.

Para chegar lá é recomendável contratar um tour em grupo ou privado. Se você tiver um carro, pode chegar lá sozinho, embora a estrada seja de terra e possa ser perigosa.

Existem várias opções de passeios para visitar a Montanha do Arco-íris, e sendo muito populares, vendem-nos em vários pontos do centro de Cusco.

EXCURSÕES DE UM DIA

O caminho mais curto para chegar a Vinicunca começa em Queshouno e dura apenas uma hora, esta é a melhor opção para quem não quer caminhar tanto. Existem outras rotas de K’ayrawiri onde você caminha entre 2,5 e 3 horas até Vinicunca.

Qual é a rota?

Nem todas as empresas seguem o mesmo caminho ou caminham. Alguns simplesmente sobem e descem a montanha. Outros fazem uma espécie de circuito em um trekking de até 6 horas que inclui outros locais como El Valle Rojo, altamente recomendado.

Quanto tempo posso ficar na montanha?

Na maioria dos passeios você terá tempo para subir ao mirante da montanha (uma subida íngreme mas que deve ser feita porque senão a montanha não é apreciada) tirar algumas fotos e descer. Se quiser ficar mais tempo, um tour privado ou o tour que inclui o vale vermelho é recomendado.

Inclui a entrada?

Para entrar na montanha é necessário pagar à comunidade local uma entrada de 10 soles (3 usd) Pergunte ao operador turístico se a entrada está incluída no preço. Se você visitar também o Vale Vermelho, terá que pagar outra passagem do mesmo preço.

Que tipo de comida eles servem?

Geralmente os passeios incluem café da manhã e almoço em uma das cidades do percurso, caso você tenha alguma restrição alimentar ou seja vegano ou vegetariano pergunte se tem que pagar algum suplemento.

Quantas pessoas vão no tour?

É importante saber qual é o tamanho do grupo ao qual você vai ingressar, geralmente tem entre 16 e 33 pessoas. Quanto mais barato for o passeio, maior será o grupo. Se pretende chegar a uma determinada hora, o melhor é contratar um tour privado, que pode ser conseguido dependendo do número de pessoas a partir de cerca de 150 usd.

Nevou?

Vinicunca faz parte de um sistema montanhoso em que pode nevar, e se a neve for recente, a montanha não será visível, pois estará coberta de neve. Pergunte o estado da montanha e se eles podem mostrar fotos recentes das excursões.

Outros lugares são visitados?

No caminho para Vinicunca existem vários locais de interesse que a maioria dos passeios ignora. Se o passeio parar em Checacupe pede para parar para ver a igreja, é lindo. Vale a pena dar uma parada em Oropesa para provar seu delicioso e enorme pão.

 

TOUR DE DOIS DIAS OU MAIS

Para quem gosta de montanhismo e caminhadas existem opções mais especiais como caminhadas de 2 a 7 dias que incluem Vinicunca.

Algumas agências no centro de Cusco oferecem a opção de dois dias. Mas quando se trata de passar a noite, aconselho que você vá a uma agência bem estabelecida e de prestígio.

Dicas
Reveja as opções de passeio e decida qual é a melhor para você.

Se for com idosos, pessoas com sobrepeso ou crianças, é aconselhável que consultem o seu médico antes de fazer a caminhada, principalmente se não estiverem habituados a caminhar em alturas superiores a 4.700 metros.

Nunca, nunca subestime a altura. Nunca.

Use roupas e sapatos adequados. Lembre-se de que a montanha tem 5.200 metros de altura, vista roupas frias em camadas para que você possa tirar peças ao se aquecer ou vestir quando esfriar. Tênis de trekking, já que o terreno é arenoso, principalmente se você fizer um circuito na montanha. A roupa certa não é um jogo, não usar o calçado certo pode causar um acidente, lembre-se que esta é a montanha e deve ser respeitada.

Em ambos os lados da montanha oferecem-se a subida a cavalo, recomendo vivamente que esta opção seja apenas em caso de emergência, se alguém se sentir mal ou tiver alguma deficiência física. Não use esta opção devido à preguiça ou leve cansaço, o cavalo não é culpado por não manter a forma.

Traga água, de preferência em garrafas de alumínio ou garrafa térmica reciclável, e beba sempre pequenos goles. Nesse ponto, é fácil ficar desidratado.

Ande devagar, não fique agitado nem faça seu coração disparar muito. Mesmo que você se sinta bem, leve isso leve.

Na base da montanha há vendedores ambulantes que oferecem doces, refrigerantes (5 soles), chá de coca (3 soles), que é excelente para a altitude. Há também alguns vendedores de artesanato e alguns moradores locais vestidos como incas para que você possa tirar uma foto.

Considere o clima. A estação chuvosa começa em setembro e é mais forte entre dezembro e março.

No inverno pode nevar.

Vinicunca não é a única montanha de cores da região, mas é a mais famosa. Se você quiser algo menos popular, peça excursões a Palcoyo.

Espero que essas dicas tenham servido para você e não esqueça de comentar, é muito importante!

Para saber quando iremos fazer esta aventura novamente consulte nosso Calendário de Viagens

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